03 janeiro 2012

Ainda a Greve Geral.

Foi do conhecimento da CDU, o comunicado emitido pela União dos Sindicatos de Santarém aos trabalhadores da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, o qual foi dirigido també á própria Câmara Municipal. Gestos destes ficam com quem os pratica, não nos devemos alongar em apreciações politico-partidárias pois essas deverão servir de análise ao próprio Bloco de Esquerda. A CDU, e activamente a Comissão Concelhia do PCP desde sempre apoiaram e estiveram activamente ao lado dos trabalhadores e do seu direito á Greve.

Comunicado da USS afecta á CGTP-IN:

"Informação aos Trabalhadores da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos




O passado dia 24 de Novembro irá ficar para a história de Portugal como uma jornada memorável da luta dos trabalhadores portugueses pelos seus direitos e pelos direitos das gerações vindouras.



A Greve Geral foi a maior de sempre, tendo registado adesões esmagadoras no sector público.



Os trabalhadores da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos também deram o seu importante contributo à concretização da Greve Geral e esse sim é o facto mais relevante e pelo qual desde já a União dos Sindicatos de Santarém saúda os trabalhadores desta autarquia.



Contudo não pode esta União dos Sindicatos deixar de manifestar a sua indignação e repúdio pela atitude assumida pelo Sr. Vice-Presidente dessa mesma autarquia, visando intimidar e limitar o direito à Greve constitucionalmente previsto.






A retirada de propaganda sindical, nomeadamente de uma faixa que estaria afixada no portão dos estaleiros e a ordem de entrada e de início de laboração dada por este aos trabalhadores que por ali estavam é sinónimo dessa mesma intenção.



Uma atitude deste tipo, proveniente de um eleito de uma força política que manifestou publicamente o seu apoio à realização da Greve Geral é lamentável e demonstrativa de uma falta de respeito pelas mais elementares regras democráticas.

Esse mesmo facto já foi transmitido à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos.



Gestos deste tipo só comprovam que a Greve Geral faz mossa e incomoda o patronato, seja público ou privado e certamente ainda encorajarão mais os trabalhadores a lutar pelos seus direitos.



Embora este comportamento possa ter condicionado a adesão à Greve por parte de alguns trabalhadores, felizmente que não será este tipo de incidentes que marcam o futuro e o desenvolvimento do País, bem pelo contrário mais tarde ou mais cedo acabam sempre por ser derrotados e assinalados historicamente como atitudes retrógradas de quem não sabe viver em democracia.



Viva a Greve Geral!

02 janeiro 2012

Intervenção dos Deputados da CDU na AM de Salvaterra de Magos - 30 de Dezembro.

Realizou-se no dia 30 de Dezembro, a última AM de Salvaterra de Magos, do ano 2011, com relevância para aprovação do  orçamento de Câmara para 2012, assim como, os Planos de Grandes Opções e Plurianual de Investimentos para 2012.

Os deputados municipais da CDU,  começaram, na sua intervenção por  questionar o executivo, acerca do abate de árvores na Albufeira de Magos, ocorrido recentemente, naquela zona. Questionaram também - mesmo sabendo que aquele terreno é propriedade privada(Associação de Regantes), se a autarquia de Salvaterra de Magos,  podia ter negociado contrapartidas para evitar, aquele abate, que "despiu" completamente a Albufeira de Magos. A Sra Presidente, respondeu, que a autarquia, não teve conhecimento prévio, acerca daquele abate, e que por isso, solicitou a Direcção Regional de Florestas, um parecer sobre aquele abate. De seguida, a bancada da CDU, questionou o ponto de situação da Requalificação do Rossio de Muge e Reabilitação da Vala de Muge e da construção do Centro Escolar de Marinhais.  Em relação ao Rossio de Muge, a Sra Presidente, respondeu, que o inicio da obra, está previsto para a primeira quinzena de Janeiro. Quanto a construção do Centro Escolar de Marinhais - que sofreu contratempos( a empresa faliu), sendo por isso, necessário abrir um novo concurso público, para adjudicar a obra a uma nova empresa. Sobre, este tema, a Sra Presidente, afirmou, que o Centro Escolar de Marinhais, não estará operacional para o ano lectivo de 2012/2013 - ao contrário do que tinha afirmado, na Reunião de AM de Salvaterra de Magos de 29 de Junho de 2011, mas sim, para o ano lectivo de 2013/2014.

Quanto aos pontos da Ordem de Trabalhos, foi aprovado a derrama de 1,5% para as empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros e de 1% para as empresas com um volume inferior a 150 mil euros.A receita proveniente do IRS  para o municipio manteve-se nos 5%,  e o mapa de pessoal para 2012, foi aprovado.A parte final da AM de Salvaterra, foi reservada, à discussão e aprovação do Orçamento de Câmara para 2012. O Orçamento foi aprovado.

27 dezembro 2011

Assembleia de Freguesia de Glória do Ribatejo

Realizou-se na passada sexta-feira 23 de Dezembro pelas 21h, na sala de reuniões da Junta de Freguesia de Glória do Ribatejo, a 4ªAssembleia de Freguesia Ordinária do Ano de 2011.



Esta reunião contou com a presença da Filipa Monteiro como membro desta mesma Assembleia eleita pela CDU, em substituição do António Fino, que pediu suspensão do seu mandato por razões de saúde.



Constava da Ordem de Trabalhos os seguintes pontos:

1. Discussão e votação de toponímia para a Freguesia.

2. Apreciação do Relatório de Actividades do 4º trimestre.

3. Apreciação e votação do Plano de Actividades para 2012.

4. Apreciação e votação do Orçamento para 2012.

5. Apreciação e votação do Mapa de Pessoal.

6. Apreciação e votação do Plano Plurianual de Investimentos (PPI).

7. Outros assuntos de interesse para a Freguesia.

-Em análise ao Plano de Actividades de 2011, foi questionado o executivo da Junta de Freguesia, quanto á não realização da Semana do Teatro prevista para Maio de 2011, ao que o Srº Presidente respondeu que o mesmo “não se realizou por razões logísticas”.



-No Plano de Actividades para 2012, no qual estava previsto o aterro do Poço sito na Rua do Covão e demolição da casa do motor ai existente, foi questionado o executivo se esta construção não seria considerado Património para a freguesia, uma vez que já era muito antigo e que certamente existia uma história associada á sua existência que deveria ser preservada para memória colectiva. O Srº Presidente reconheceu que “este ponto poderia levantar polémica ao que se comprometeu a não avançar com a sua demolição, antes pedir que se faça um “levantamento” sobre a história do mesmo e que seja preservado", reconhecendo também que o "mesmo estava seguro e que não havia razões que pusessem em causa a segurança dos moradores e/ou peões.”



-Consta do mesmo Plano para 2012 obras de remodelação no Bar do Ringue, a CDU questionou se estava previsto fazer-se uma placa no telhado deste espaço e quais eram efectivamente as intervenções a ser feitas, elogiou-se também que finalmente estivesse previsto a construção de uma casa de banho para senhoras, o que até á data lamentavelmente não existe, algo que estava no Programa eleitoral da CDU e que de certo seria uma prioridade nossa. Foi ainda reforçada a ideia que esta obra deveria estar pronta antes do Torneio de Futebol de Salão que ali acontece anualmente em Abril/Maio.





-Foi também pedido o esclarecimento quanto aos critérios para atribuição de subsídios ás colectividades, nomeadamente em relação ao Sport Club Desportos, foi relembrado pela CDU que o mesmo desenvolve a sua actividade ininterruptamente de segunda a segunda, com mais de 150 atletas, e que os custos associados a essa actividade, nomeadamente Luz, Gás, Água, alimentação, etc, são muito elevados e que se não seria possível á Junta de Freguesia aumentar o subsidio a esta colectividade. O Srº Presidente realçou a actividade desta colectividade, bem como que além deste subsidio colabora com o Clube em mais actividades como a limpeza da envolvente ao campo.



-Na rubrica Projectos continua a constar mais uma vez o Projecto para o espaço “Jackson”, foi pedido se havia algum projecto já previsto e em que constava o mesmo, foi sugerido que as Associações instaladas no Jackson fossem também ouvidas na elaboração deste projecto, e que o mesmo fosse regularmente apresentado na Assembleia de Freguesia quanto á sua evolução para conhecimento da mesma.



-Está no Plano previsto também a construção de um monumento em Homenagem aos Combatentes do Ultramar, entre a Junta de Freguesia e os Sanitários Públicos, ao que a CDU não entende a necessidade e o propósito desta obra, bem como se a mesma, a ser feita, não deveria ser antes feita no Largo da República (Rato), ou seja a meio da Rua Combatentes do Ultramar.



Outras questões foram levantadas pela eleita da CDU, nomeadamente:

- O porquê de não haver água no chafariz do Parque Infantil, algo que se arrasta há meses;

-O porquê dos sanitários das senhoras no Largo 1º de Maio estarem sempre fechadas, foi feito um apelo a que as mesmas fossem abertas pelo menos durante o dia;

-Aquando da pintura do ringue e zona envolvente, por que não foi aproveitado a presença dos pintores da Câmara Municipal para pintar o muro do estacionamento do Centro de Saúde;

-A necessidade de pintura e limpeza da Travessa Constantino Caneira, bem como a reparação das placas toponímicas, que durante as Festas da Glória recebe milhares de visitantes e que se encontra num estado a precisar de conservação urgente;

-No que vai constar o Plano de Remodelação do Largo do Poço da Roda, o que não foi apresentado de forma clara pelo executivo e o que se pretende efectivamente fazer neste espaço nobre da nossa freguesia.



A CDU demonstrou nesta Assembleia a sua forma construtiva de colocar as questões ao executivo desta Junta de Freguesia, apresentando as suas perspectivas de apoio ou discordância face aos diversos pontos do Plano de Actividades, tendo sempre em conta quais devem ser as prioridades na nossa perspectiva para o desenvolvimento da freguesia, o bem-estar dos glorianos e de quem nos visita, como tal foram votados favoravelmente os pontos apresentados a votação.



Após a intervenção dos eleitos na Assembleia a sessão foi aberta aos “fregueses” presentes, na qual interviu Nuno Monteiro ligado á CDU, colocando questões relacionadas com o Site da Junta de Freguesia e a necessidade de intervenção na entrada do Campo dos Carvalhos:

-O site www.jf-gloriadoribatejo.pt o qual foi elogiado pela sua feitura, necessita de divulgação que praticamente não existe, podendo a mesma ser feita aquando do Edital da convocatória desta Assembleia ou de um comunicado da Junta de Freguesia divulgando a existência do mesmo. Foi também sugerido que estivesse acessível aos visitantes do site alguns documentos importantes nomeadamente, o Plano de Actividades 2012 e respectivo Orçamento. Que na parte das “noticias” estivesse patente todas as actividades existentes na freguesia e que para isso seria necessário a colaboração das colectividades divulgando as suas iniciativas, bem como da necessidade de haver um link que ligasse aos sites, blogs ou facebooks dessas mesmas colectividades.

-Foi também sugerido que a Junta no seguimento dos protocolos elaborados com a Câmara Municipal na construção de passeios e zonas de estacionamento em vários arruamentos da freguesia, solicitasse a elaboração de um Protocolo de intervenção na zona de entrada do Campo dos Carvalhos que contemplasse a continuação do passeio até á rotunda zona de estacionamento e alcatroamento para que se dignificasse esta área da freguesia que semanalmente recebe dezenas de pessoas da Glória e visitantes. Foi igualmente relembrado a necessidade de colocação de pavê entre a entrada do Campo e os Balneários.





21 dezembro 2011

Reunião da Assembleia Municipal - Dia 30 de Dezembro.

Dia 30 de Dezembro, ás 21 H, realiza-se-á, a última reunião da Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos de 2011.

A ordem de trabalho será a seguinte:



convocatoria - deputados 30-12-2011

Assembleia de Freguesia de Glória do Ribatejo

A CDU informa que o  seu membro eleito na Assembleia de Freguesia da Glória do Ribatejo e cabeça de lista nas ultimas eleições autárquicas a esta Junta de Freguesia, António Fino, pediu a suspensão do mandato por um periodo de seis meses, por motivos de saúde. Assim será substituido pela Filipa Monteiro, a quem desejamos um bom trabalho na defesa dos interesses da população. Votos de boas propostas, criticas e sugestões.
Mais se informa e convida a estarem presentes e participar na próxima Assembleia de Freguesia da Glória do Ribatejo sexta-feira 23 de Dezembro pelas 21horas. 

25 novembro 2011

Reformas na adminstração local.

Deliberação






Considerando que a apresentação da Proposta de Lei do OE para 2012 põe a nu as reais motivações, conteúdos e objectivos que o Documento Verde da Reforma da Administração Local (conhecido como «Livro Verde») dissimula sob um punhado de frases feitas e falsos desideratos ali proclamados;



Considerando que às altissonantes proclamações contidas no «Livro Verde» (de que são exemplo as repetidas referências a “ganhos de escala”, “coesão territorial”, ”sustentabilidade financeira”, “racionalização e eficiência”) se revela exposto contrapõe, em toda a sua exuberância e brutalidade, esta proposta de lei de Orçamento de Estado que, em si mesma, em matéria de autarquias locais, é um exercício de condenação do poder local democrático e um ataque sem precedentes ao municipalismo e à vida democrática no plano local;



Considerando que a Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2012 exibe e impõe um modelo que, para lá da flagrante violação do princípio constitucional da autonomia, exprime uma concepção centralista e de grosseira subalternização do poder local, procurando transformar as autarquias em meras dependências do poder central administradas e reguladas em matérias decisivas (como as financeiras, orçamentais e de pessoal) a partir não das decisões dos eleitos com legitimidade para o fazer, mas sim de actos discricionários de membros do governo;



Considerando que esta concepção (em flagrante contraste e negação da retórica exibida pelo«Livro Verde» sobre “reforço saudável do municipalismo“) significa que decisões como as de abertura de concursos para admissão de pessoal, de fixação da estrutura municipal ou da definição elenco de pessoal dirigente ou de contracção de empréstimos passam a ser determinadas pelo Ministro da Finanças, num quadro conceptual de gestão local que a aproxima perigosamente daquela a que a Revolução de Abril veio pôr cobro;



Considerando que a Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2012 dá um novo passo, agora qualitativamente de outro nível, no processo de asfixia financeira das autarquias (evidenciado pela perda crescente de peso das transferências para as autarquias quando comparadas quer na sua relação com a evolução dos impostos cobrados pelo Estado, quer na sua relação com o Produto Interno Bruto) e que há já largo tempo se vem desenvolvendo ao arrepio do preceito constitucional que determina a justa partilha de recursos públicos entre os níveis central e local do Estado em flagrante violação dos regimes legais de finanças locais (cada um deles construído, no plano dos montantes a afectar às autarquias, sobre os escombros de sucessivos incumprimentos dos que o antecederam);



Considerando que, com esta Proposta de Lei, o Governo não só retira mais 120 milhões euros aos valores transferidos pelo Orçamento de 2012 face ao de 2011 (num processo de subtracção de verbas a que as autarquias tinham direito que ascenderá a uma verba superior a 700 milhões de euros no período de 2010 a 2012 e a cerca de 1.200 milhões de euros até 2013 se não for interrompida a aplicação do Pacto de Agressão que está a ser imposto ao país) como lança mão de novos e intoleráveis expedientes para cobrir novos roubos ao poder local;



Considerando que é inaceitável num estado de direito e democrático, que o Governo decida, tenha em vista não só reduzir, arbitrária e discricionariamente, reduzir para metade os limites estabelecidos em Lei para efeitos de endividamento (de 125 para 62.5% do montante das receitas provenientes dos impostos municipais, da participação dos municípios no FEF, da derrama e da participação nos resultados das entidades do sector empresarial local, relativas a o ano anterior) e colocando, de um momento para o outro, mais de 180 municípios numa situação de “incumprimento” sem que tenham alterado nenhum elemento material relevante;



Mais considerando que, defraudando os mais elementares princípios da boa fé, o mesmo Governo, suportado nesse golpe, pretende justificar uma retenção de verbas que ascenderá a mais de 150 milhões de euros;



Considerando a intenção de roubar aos trabalhadores da administração local (a exemplo do sucederá nos outros níveis da administração pública e à generalidade dos pensionistas) as remunerações correspondentes aos subsídios de férias e de Natal que, a par da prorrogação das reduções salariais que vigoraram este ano e dos novos cortes nos pagamentos devidos pela prestação de trabalho extraordinário, constituirá um golpe nos rendimentos familiares com consequências não apenas nas condições de vida e dignidade de milhares de famílias como um factor de retracção na vida económica local e nas possibilidades de sobrevivência de pequenos empresários;



Considerando que com a drástica redução de verbas transferidas para as autarquias fica não apenas comprometida a capacidade de investimento e de resposta necessária às funções de serviço público, mas também a possibilidade de apoio e estímulo à actividade das colectividades e do movimento associativo em geral que hoje têm como único parceiro o poder local para a múltipla e insubstituível acção de promoção do desporto, da cultura e do recreio que desenvolvem;



Considerando que adicionalmente e para lá das retenções ilegais que a citada Proposta de Lei consagra e dos pagamentos coercivos impostos a pretexto de ressarcir o Serviço Nacional de Saúde, ela determina ainda um conjunto de disposições sobre dívidas a fornecedores e a “encargos assumidos e não pagos” que, em rigor, podem significar a absoluta impossibilidade de gestão financeira e orçamental de um número significativo de autarquias;



Considerando que a chamada “reorganização administrativa” destinada à liquidação (pomposamente disfarçada no Livro Verde sob a designação de “agregação”) de quase duas mil freguesias constitui em si mesmo um deliberado factor de empobrecimento da dimensão democrática e participada do poder local e do valor que representa a alargada intervenção de cidadãos na gestão da vida pública local (uma redução de quase 20 mil eleitos da intervenção cívica e política) e um visível reflexo das concepções antidemocráticas instaladas no Governo;



Considerando ainda que esta “reorganização” não é determinada por nenhuma intenção séria de dignificar e elevar a eficácia da gestão das autarquias (o que pressuporia, como linha condutora essencial, o fortalecimento das condições, meios e instrumentos postos à disposição do poder local e não a sua sonegação) ou de “modernizar” a administração do território (que exigiria, para ser levada a sério, não um processo cego de liquidação de centenas de autarquias mas sim a concretização do processo de regionalização);



Considerando que com esta reforma o que se pretende é menorizar o poder local e a expressão democrática de representação e participação política (e não a cínica invocação de “melhoria da eficácia”), atingindo pela extinção coerciva as freguesias e por um maquiavélico processo de asfixia e inviabilidade financeira (que o Orçamento de Estado testemunha) a liquidação de dezenas de municípios;



Considerando, por fim, que se pretende ainda impor a subversão do sistema de eleição dos órgãos municipais para assegurar a constituição de executivos monocolores à custa da liquidação do seu carácter plural e democrático e das condições de fiscalização e controlo democráticos, num quadro em que, no fundamental, o actual regime provou ser não apenas um factor de governabilidade e estabilidade, mas também um espaço de cooperação e trabalho comum de eleitos de diversas forças políticas.





...................... delibera:



1. Rejeitar o chamado «Livro Verde» para a reforma da administração local por este se constituir como um instrumento orientado para a liquidação do poder local democrático e das suas características mais progressistas;



2. Manifestar a sua mais viva oposição a uma proposta de Lei de Orçamento de Estado que se afirma, nas suas disposições, como um meio de impor limitações inaceitáveis à autonomia das autarquias e de consagrar cortes de financiamento incompatíveis com o pleno direito de exercício das suas atribuições e competências;



3. Rejeitar a campanha de condicionamento da opinião pública para a menorização do poder local e de fomento da desconfiança sobre os eleitos, destinada a justificar um ataque que em ultima instância, é dirigido contra as populações e se destina a iludir o contributo insubstituível que as autarquias deram para a melhoria das condições de vida e o progresso local traduzido numa obra que, não isenta de insuficiências, está à vista e comprova o seu papel como o factor principal de investimento local e de rentabilização das verbas postos à sua disposição;



4. Alertar as populações, o movimento associativo local, os trabalhadores das autarquias e os agentes económicos locais para as consequências nas condições de vida e nos condicionamentos ao desenvolvimento e progresso locais que daqui resultarão;



5. Sublinhar que este ataque ao poder local é um ataque dirigido às populações, aos seus direitos e legítimas aspirações a uma vida digna, é inseparável da ofensiva que ao mesmo tempo extingue serviços públicos, nega o direito à saúde, reduz o direito à mobilidade, tudo num processo de desertificação e abandono que a liquidação das freguesias só acentuará;



6. Manifestar a inteira solidariedade aos trabalhadores das autarquias atingidos nos seus rendimentos, direitos e estabilidade de emprego quer pelas disposições do Orçamento de Estado relativas a matéria salarial ou de carreira, quer pela ameaça decorrente da extinção de centenas de freguesias ;



7. Apelar à mobilização, ao protesto e à manifestação dos legítimos sentimento de indignação por parte da população e dos trabalhadores contra estas medidas e estes objectivos, sublinhando que essa luta é parte integrante do direito e do dever dos portugueses de exigirem a rejeição do Pacto de Agressão que, imposto pelo estrangeiro e subscrito pelos promotores da política de direita, ameaça e compromete o futuro dos portugueses e do país.











01 agosto 2011

O Boletim Municipal e as opções deste executivo.

Na sequência da distribuição do Boletim Municipal da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos na passada semana por todo o concelho a CDU não pode nem deve ficar indiferente a mais esta “tirada” sem lógica, e que inclusive apanhou de surpresa muitos munícipes. Vejamos: O Boletim agora apresentado refere-se a actividades desenvolvidas entre Junho e Dezembro de 2010, só apresentado em Julho de 2011. O ultimo Boletim Municipal apresentado que nos lembramos, foi de 2009, percebia-se em ano de eleições autárquicas. Perguntamos o porquê deste interregno e ainda mais o porquê deste regresso? Ainda para mais numa altura em que a conjuntura é desfavorável, e onde se tem que tomar opções decisivas do que fazer para melhorar a vida dos munícipes . Não serão certamente os 9000 exemplares do Boletim Municipal e os custos a ele associados uma forma de melhoria de vida dos munícipes! Recordamos a resposta da Presidente de Câmara á intervenção do deputado municipal da CDU Alexandre Fonseca em 29/6/2011 a propósito da não realização da Semana da Juventude, que a mesma se devia a cortes orçamentais e que optou por manter os apoios sociais a idosos e jovens, o que estranhamos agora esta despesa que bem podia ser canalizada para os mesmos apoios sociais. O que não estranhamos mais uma vez são as incoerências politicas e de rumo que este executivo tem vindo a seguir.

O Boletim Municipal tem lógica que exista e que se torne num elo de ligação entre o Município e a população, mas de forma regular e coerente, de acordo com os períodos a que se referem e não com uma distribuição sete meses depois do período a que dizem respeito. Defendemos também a criação de uma Agenda Cultural, mensal, bimensal ou trimestral em que constem as iniciativas culturais e desportivas que ocorreram no concelho, sejam elas promovidas pelas autarquias ou pelas colectividades. Exemplo: festas populares, festivais de folclore, concertos de musica, as actividades desportivas dos clubes, etc. Sabemos que sendo fraca a promoção cultural por parte da Câmara Municipal, nomeadamente não temos uma sala onde haja sessões de cinema, teatro musica de forma regular, é difícil haver assim uma programação digna desse nome. No entanto é posição da CDU que a mesma deva ser proposta de forma progressiva e que se criem condições para que se torne acessível a todos.

Fica a questão em aberto de quais os custos associados a este Boletim Municipal, mais uma vez recordamos 9000 exemplares (!), o tempo dispendido por parte dos funcionários envolvidos, a forma da sua distribuição e o custo associado?

Em ano de cortes orçamentais, tivemos opções de não se fazer eventos já habituais no concelho, o não usufruto do OTL por parte de todas as crianças do concelho, uma vez que a autarquia não dispôs de transporte, e muitas outras “opções” terá sido o Boletim Municipal benéfico aos municipes? Em quê?

20 julho 2011

Um projecto para que crianças? (Manhãs da Falcoaria e o OTL de Verão)

A CDU, a propósito da iniciativa tomada pela Câmara Municipal intitulada "Manhãs da Falcoaria", a qual importa felicitar, nem que seja pelo facto de tomar uma iniciativa destinada ás crianças no Verão. No entanto não deixa de abordar as seguintes questões de quem e como as crianças podem aceder a esta iniciativa. Esta abordagem vem no seguimento das preocupações manifestadas por diversos pais e encarregados de educação depois de relativamente ao OTL de Verão, as crianças das freguesias que não Salvaterra de Magos se sentirem excluidas pela falta de transporte para os locais de concentração (Salvaterra de Magos).

A CDU lamenta desta forma que a Câmara Municipal não disponha os seus autocarros e/ou carrinhas para efectuar o transporte das crianças das restantes freguesias, bem como que não haja uma articulação e colaboração com as respectivas Juntas de Freguesia, utilizando as mesmas para o ponto de encontro e de recolha das crianças, onde deveriam aguardar o transporte para o local onde se desenvolvem as actividades. Realce-se tambem a pouca divulgação destas iniciativas nas freguesias.
É intenção e forma de estar da CDU que a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos seja sensivel a estas preocupações dos pais e encarregados de educação, que por motivos profissionais, ou mesmo que desempregados, não tenham disponibilidade financeira ou de tempo, para que todos dias se desloquem duas vezes á sede do concelho para entregar e recolher os seus filhos. Tal como aconteceu com o OTL de Verão esta mesma lacuna se verifica agora com as "Manhãs da Falcoaria".
Lamentamos assim que iniciativas que de algum modo possam ser positivas, acabem por ser insuficientemente atractivas e disponiveis para todos, apenas por falta de articulação das entidades que deveriam zelar e defender os interesses de todos, e que crianças se sintam excluidas de algo que é para todos, mas que por motivos faceis de resolver efectivamente não o sejam.

Aqui fica o link para a iniciativa em questão:
http://www.cm-salvaterrademagos.pt/salvaterra/NoticiasEventos/Noticias/Manh%C3%A3s+na+Falcoaria.htm