21 novembro 2013

Pedido de Informação: Parque de Merendas em Muge

Pedido de Informação nº: 9/2013 
Reunião de Câmara: 20 de Novembro de 2013 

Assunto: Parque de Merendas em Muge

Exmo.  Senhor
Engº Hélder Esménio
Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos

No site da Câmara Municipal apareceu a notícia de que “a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Muge cortaram, no Parque de Merendas, alguns dos pinheiros que estavam doentes e que ameaçavam cair sobre as pessoas que utilizam aquele espaço ou sobre os que circulam na EN 118”.

Acrescenta-se ainda que “foi com esta acção possível evitar danos físicos e materiais, efectuando-se depois do abate que vai de ter de prosseguir a cargo da Junta de Freguesia a reflorestação do local”.

O vereador da CDU – Coligação Democrática Unitária vem requerer a V. Exa., ao abrigo do artigo nº 35º, alínea u), da Lei nº 75/2013, de 12 de Setembro, que lhe seja disponibilizada, em tempo útil, a seguinte informação:

1 – Quem tomou a iniciativa do corte dos pinheiros doentes e quantos são?

2 – O abate resume-se somente a pinheiros doentes?

3 – A Direcção Geral de Florestas tem conhecimento ou foi contactada?

4 – Quem supervisiona o abate?

5 – Qual o destino dos pinheiros doentes?

6 – Qual o valor/tonelada de venda da madeira?

7 – O produto da venda reverte a favor de quem?

8 – Que espécies vão ser utilizadas na reflorestação?

9 – Para quando está prevista a assinatura da escritura de transferência da posse do espaço do Parque de Merendas da Câmara Municipal para a Junta de Freguesia de Muge?

O Vereador

Orlando Garcia


Pedido de Informação: Prémios, condecorações e ofertas

Pedido de Informação nº: 8/2013 
Reunião de Câmara: 20 de Novembro de 2013 

Assunto: Prémios, condecorações e ofertas

Exmo. Senhor
Engº Hélder Esménio
Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos

Muitas das Câmaras Municipais têm distinguido personalidades e entidades que se notabilizam nos mais variados quadrantes e cujo mérito pelos contributos dados nas mais diversas áreas de actividade deve ser publicamente reconhecido.

Normalmente esse reconhecimento é feito através da concessão de voto de louvor, voto de congratulação ou condecoração honorífica.

No orçamento da Câmara Municipal para 2013 está inscrita – código 02–020115 – uma verba de 3.500 € para prémios, condecorações e ofertas.

Perante o exposto, o vereador da CDU – Coligação Democrática Unitária vem requerer a V. Exa., ao abrigo do artigo nº 35º, alínea u), da Lei nº 75/2013, de 12 de Setembro, que lhe seja disponibilizado, em tempo útil, a seguinte informação:

1 – O regulamento municipal de atribuição de condecorações;

2 – Listagem nominal dos agraciados com condecorações municipais, desde 25 de Abril de 1974.

Salvaterra de Magos, 20 de Novembro de 2013 

O Vereador

Orlando Garcia


Pedido de Informação: Serviços de Saúde

Pedido de Informação nº: 7/2013 
Reunião de Câmara: 20 de Novembro de 2013 

Assunto: Serviços de Saúde

Exmo. Senhor
Engº Hélder Esménio
Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos

Num contexto político marcado pela subserviência face às imposições da troika internacional inscritas no Pacto de Agressão, cujas consequências no plano da saúde começam a ser dramáticas para centenas de milhares de portugueses, o governo desferiu aquela que pretende ser a ofensiva decisiva contra o Serviço Nacional de Saúde e o direito constitucional à saúde para os portugueses, independentemente das suas condições sócio-económicas.

A desvalorização profissional e social dos profissionais de saúde, com particular destaque para os médicos e enfermeiros, que vem conhecendo novos desenvolvimentos com o lançamento de concursos para a contratação de serviços médicos, de enfermagem e de outros profissionais, em que o critério decisivo é o valor do custo/hora mais baixo, não é apenas o resultado de uma estratégia economicista, é fundamentalmente o resultado de uma opção que visa destruir o Serviço Nacional de Saúde.

Há muito que vimos denunciando que o fim do vínculo público dos profissionais do SNS e a destruição das carreiras, associados à desvalorização salarial, levaria à saída de muitos deles para o sector privado e para a reforma antecipada.

Na política de saúde, estamos perante um conjunto de opções programáticas e não conjunturais, ou seja, mesmo sem o pretexto da crise e do Pacto de Agressão, as opções seriam do mesmo tipo, apenas os sectores e os prazos poderiam ser diferentes – privatizar o essencial da prestação de cuidados de saúde, o que dá lucro, ficando o Estado com a promoção e o financiamento, o que dá prejuízo.

Se dúvidas pudessem existir sobre este objectivo, a transferência de cuidados para os privados em resultado do aumento de custos para os utentes, do encerramento de cuidados de proximidade e da desorganização que se vive em muitas instituições públicas de saúde, elas estão dissipadas.

No final do primeiro trimestre do ano, o presidente da associação de hospitais privados anunciou um crescimento de 15% nas idas às urgências nos hospitais privados, quando no mesmo período houve uma redução de 300.000 idas às urgências nos hospitais e Cuidados de Saúde Primários.

No nosso concelho (onde 22% da população tem 65 ou mais anos de idade), a campanha mediática de que era possível, em saúde, fazer mais e melhor com muito menos dinheiro, só apanhou desprevenidos os mais incautos, já que esta é uma tese (que levou ao encerramento das extensões de saúde de Muge e Granho) há muito experimentada noutros países com resultados catastróficos para as populações.

Segundo informação recente do ACES – Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria do Tejo, encontram-se afectos ao Centro de Saúde de Salvaterra de Magos, presentemente, sete médicos, sendo que dois pediram a aposentação no final de 2012.

Dos 21.131 utentes inscritos, 8.704 utentes, isto é, 41% não têm médico de família. 

O número médio de utentes inscritos para cada um dos sete médicos é de 1.841.

Estes são os números oficiais, que contrastam com a realidade por nós conhecida.

De facto, em Marinhais há 5.722 utentes e 1 médico , em Foros de Salvaterra há 4.191 utentes e 1 médico reformado, em Glória do Ribatejo há 3.043 utentes e até ver têm 1 médica.

Situação agravada com a entrada em funcionamento da Unidade de Cuidados na Comunidade, que levou a uma reafectação, isto é, a uma centralização de pessoal de enfermagem, deixando as extensões de saúde a funcionar sem ou apenas com um enfermeiro.

Perante esta situação dramática saudamos o surgimento da Comissão de Utentes da Saúde. Saudamos a realização de reuniões e de uma manifestação. Saudamos a iniciativa de recolha de assinaturas para uma petição a entregar à Assembleia da República. E, saudamos de forma especial a participação e envolvimento da população.

Saudamos igualmente o envolvimento institucional, o envolvimento do Presidente da Câmara Municipal na reunião com a directora do ACES e a disponibilidade manifestada para solicitar uma reunião com o Secretário de Estado da Saúde.

Mas, a continuar o desprezo, a incapacidade e o deixa andar por parte das entidades que tutelam a área da saúde, é prevísivel que até ao final do corrente ano alcancemos uma situação de total ruptura e de calamidade pública.

Para nós, CDU, uma situação dramática exige que sejamos pró-activos, exige medidas e soluções de emergência.

Durante a recente campanha eleitoral para os órgãos autárquicos, algumas das forças políticas aqui presentes apresentaram propostas concretas, mesmo sabendo que o problema da saúde, não é da competência própria do poder local.

Nós, CDU, defendemos a contratação de três médicos como forma de reabrir as extensões de saúde de Muge e Granho e, reforçar a capacidade de resposta e atendimento nos centros de saúde de Foros de Salvaterra, Glória do Ribatejo e Marinhais.

A força vencedora, o Partido Socialista, defendeu “continuar a adoptar junto dos serviços do Ministério da Saúde uma postura activa na resolução do problema da falta de médicos de família, disponibilizando transporte e eventualmente outros incentivos que possam facilitar a sua fixação no concelho” e “continuar a insistir na reabertura dos postos de saúde de Muge e Granho propondo, se isso resolver o problema, a contratação de um médico a tempo parcial que sirva estas duas populações, em cujo custo participaríamos. Se tal não for possível avaliaremos a possibilidade de transportar as pessoas até às consultas médicas na extensão de saúde de Glória do Ribatejo”.

E, o Senhor Presidente da Câmara Municipal escreveu que “vamos fazer chegar junto dos médicos, através das suas associações profissionais, a disponibilidade do nosso Município para os receber e as condições que podemos oferecer à sua fixação”.

Assim, e perante o exposto, o vereador da CDU – Coligação Democrática Unitária vem requerer a V. Exa., ao abrigo do artigo nº 35º, alínea u), da Lei nº 75/2013, de 12 de Setembro, que lhe seja disponibilizada, em tempo útil, a seguinte informação:

1 – Foram já definidos os incentivos e condições para a fixação de médicos? Quais são? 

2 – Foram feitos contactos com alguma entidade, para além dos institucionais, dando a conhecer esses mesmos incentivos e condições? Que entidades?

3 – Admite a possibilidade de assumir e dinamizar outras forças de luta, que pressionem e transmitam visibilidade pública às justas reivindicações da nossa população?

O Vereador

Orlando Garcia


Pedido de Informação: Serviços Públicos

Pedido de Informação nº: 6/2013 
Reunião de Câmara: 20 de Novembro de 2013 

Assunto: Serviços Públicos

Exmo. Senhor
Engº Hélder Esménio
Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos

Por todo o país surgem notícias do encerramento de centenas de serviços públicos.

A proximidade das populações aos serviços públicos está mais uma vez colocada em causa.

No nosso concelho, ao encerramento de extensões de saúde, estações e postos dos CTT ou a extinção de quatro freguesias, soma-se agora o provável encerramento da repartição de finanças.

Estas medidas, que são parte integrante do memorando assinado pelo PS, PSD e CDS-PP com a troika estrangeira, não têm em consideração as características geográficas, as acessibilidades e mobilidade das populações, a insuficiente rede de transportes públicos e os custos acrescidos para a população com baixos rendimentos.

Perante o exposto, o vereador da CDU – Coligação Democrática Unitária vem requerer a V. Exa., ao abrigo do artigo nº 35º, alínea u), da Lei nº 75/2013, de 12 de Setembro, que lhe seja disponibilizada, em tempo útil, a seguinte informação:

1 – Foram feitos contactos com a Autoridade Tributária para saber se está previsto ou não o encerramento da Repartição de Finanças?

2 – No caso de encerramento está ou foi estudada alguma alternativa? 

O Vereador

Orlando Garcia


19 novembro 2013

Reunião de Câmara

Amanhã, dia 20 de Novembro, pelas 14h30, terá lugar a próxima reunião ordinária (pública) da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos no Salão Nobre dos Paços do Município, em Salvaterra de Magos, com a seguinte ordem de trabalhos:



15 novembro 2013

Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra (11-11-2013)

Realizou-se na passada segunda-feira, dia 11 de Novembro, uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra com três pontos de discussão na ordem de trabalhos. Apresentamos em seguida as análises, os pedidos de esclarecimento, as declarações de voto e os sentidos de voto da eleita da CDU no referido órgão autárquico.


1. Protocolo de Delegação de Competências da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos para a União de Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra, nos termos da Lei nº 23/97 de 02 de Julho;

Através da análise da proposta de transferência de verbas para esta União de Freguesias verificou-se que no ano de 2013 a Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos obteve por parte da Câmara Municipal um financiamento de 49.336 euros enquanto que a Junta de Freguesia de Foros de Salvaterra recebeu 85.281 euros. Somadas as transferências obtém-se o valor de 134.617 euros.

O protocolo apresentado pelo executivo para o ano de 2014 consagra a verba de 122.617 euros. Conclui-se assim que a União de Freguesias irá receber menos 12.000 euros.

Face a esta realidade solicitaram-se as seguintes informações:

1 - Foi realizado algum estudo económico que conduziu ao valor consagrado no protocolo?

2 - Como foi obtido o valor? Quais foram os critérios?

3 - O presidente da União de Freguesias teve alguma reunião prévia com o presidente da Câmara Municipal?

4 - O presidente da União de Freguesias está de acordo com o valor estipulado para o ano de 2014? O executivo da União de Freguesias está de acordo com a redução de verbas?

Visto que as dúvidas por nós levantadas não obtiveram o devido esclarecimento e ter ficado claro que ao valor proposto como transferência da Câmara Municipal não está subjacente qualquer estudo económico, a eleita da CDU votou contra a proposta do Protocolo de Delegação de Competências que foi aprovada pela Assembleia de Freguesia.


2. Aprovação do Regimento da Assembleia de Freguesia;

O Regimento em discussão apresenta para além de incorrecções formais (veja-se a referência no artigo 1.º a 30.000 eleitores em vez de 5.000 eleitores), incorrecções de conteúdo como por exemplo:

1 - A aprovação das actas da Assembleia de Freguesia para o período de antes da ordem de trabalhos quando as actas devem ser sempre o primeiro ponto da ordem de trabalhos;

2 - O reduzido tempo concedido para intervenção aos membros da Assembleia de Freguesia comparativamente ao tempo concedido ao executivo;

3 - A não existência de justificação e discussão das perguntas dirigidas à mesa da Assembleia de Freguesia.

A CDU defende que o Regimento é um documento fundamental para o funcionamento da Assembleia de Freguesia e que devia ter sido objecto de discussão e análise prévia entre todas as forças políticas nela representadas.

Posto isto, a CDU propôs:

1 - A constituição duma comissão constituída por um representante de cada força política representada na Assembleia de Freguesia para proceder à compilação duma nova proposta de Regimento, tendo como base o presente documento;

2 - Que a nova proposta de Regimento seja submetida a discussão e votação na próxima sessão da Assembleia de Freguesia;

3 - Que seja retirada do ponto da Ordem de Trabalhos a discussão e votação do Regimento apresentado pelo executivo da União de Freguesias.

As propostas da CDU foram rejeitadas pela Assembleia de Freguesia tendo posteriormente a eleita da CDU votado contra a proposta de Regimento que foi aprovada.


3. Aprovação do Regulamento e Tabela Geral de Taxas e Licenças.

Solicitaram-se as seguintes informações:

1 - Existem alterações relativamente ao Regulamento e Tabela Geral de Taxas e Licenças anterior?

2 - Se existem quais são as variações em termos percentuais?

Perante a manifesta falta de esclarecimentos e a impossibilidade de aceder a quaisquer dados a eleita da CDU absteve-se na votação, tendo a proposta sido aprovada pela Assembleia de Freguesia.


A eleita da CDU na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra, Cátia Lopes

07 novembro 2013

Declaração de Voto: IMI

Declaração de Voto

(ponto 9 - Imposto Municipal sobre Imóveis para o ano 2014 - da Ordem de Trabalhos da reunião da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos de 6 de Novembro de 2013)

Em termos genéricos somos favoráveis à descida das taxas do IMI, seja para os prédios avaliados ao abrigo do Código da Contribuição Autárquica, seja para os prédios avaliados ao abrigo do CIMI.

O que nos é proposto não quantifica o valor que o Município deixa de arrecadar.

O que nos é proposto, não nos indica onde e como se fará a redução da despesa corrente como contrapartida da redução desta receita corrente.

Defendemos que esta proposta deveria ser acompanhada por um estudo económico, isto é, deveria estar devidamente fundamentada.

Como não está, o voto do vereador da CDU – Coligação Democrática Unitária é a abstenção.

Salvaterra de Magos, 6 de Novembro de 2013 

O Vereador

Orlando Garcia


Declaração de Voto: Derrama

Declaração de Voto

(ponto 7 - Lançamento da Derrama para o ano 2014 - da Ordem de Trabalhos da reunião da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos de 6 de Novembro de 2013)

Em termos genéricos somos favoráveis à descida do valor da derrama, seja para os sujeitos passivos com um valor de negócios superior a 150 000€, seja para os sujeitos passivos com um volume de negócios igual ou inferior a 150 000€.

O que nos é proposto – uma taxa reduzida de derrama para os sujeitos passivos com um volume de negócios que não ultrapasse os 150 000€ - não quantifica o valor que o Município deixa de arrecadar.

O que nos é proposto, não nos indica onde e como se fará a redução da despesa corrente como contrapartida da redução desta receita corrente.

Defendemos que esta proposta deveria ser acompanhada por um estudo económico, isto é, deveria estar devidamente fundamentada.

Como não está, o voto do vereador da CDU – Coligação Democrática Unitária é a abstenção.

Salvaterra de Magos, 6 de Novembro de 2013 

O Vereador

Orlando Garcia