13 dezembro 2013

Deputado António Filipe reúne com director do Centro de Saúde de Salvaterra de Magos

O deputado do PCP eleito pelo distrito de Santarém, António Filipe, e uma delegação da Comissão Concelhia do Partido, estiveram reunidos na passada terça-feira com o director do Centro de Saúde de Salvaterra de Magos onde se confirmaram as preocupações que o PCP há muito vem apontando, em especial para com a falta de médicos no concelho - a partir de Janeiro serão apenas 3 para cerca de 22 mil utentes - e o encerramento dos centros de saúde de Muge e Granho, aos quais se podem eventualmente juntar o encerramento do centro de saúde da Glória do Ribatejo e a não abertura do centro de saúde dos Foros de Salvaterra. A delegação do PCP comprometeu-se a continuar a levar os problemas sentidos pelos utentes a todos os órgãos institucionais onde tem representação bem como a continuar a mobilizar as populações na luta pela defesa do Serviço Nacional de Saúde.

Notícia no jornal O Ribatejo:


Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Glória do Ribatejo e Granho (11-11-2013)

Realizou-se no dia 11 de Novembro, uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Glória do Ribatejo e Granho com três pontos de discussão na ordem de trabalhos. Apresentamos em seguida as análises, os pedidos de esclarecimento, as declarações de voto e os sentidos de voto dos eleitos da CDU no referido órgão autárquico.


1. Protocolo de Delegação de Competências da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos para a União de Freguesias de Glória do Ribatejo e do Granho, nos termos da Lei nº 23/97 de 02 de Julho; 

O Sr. Presidente de Junta foi questionado pela eleita da CDU na Assembleia de Freguesia, Filipa Monteiro, sobre quais os critérios para a atribuição deste valor, se o mesmo foi encontrado através do número de população, área geográfica, espaços verdes, quilómetros de rede viária e/ou outros. 

O Sr. Presidente de Junta afirmou que “são valores que vêm de trás, tratando-se da junção dos valores que as duas freguesias recebiam anteriormente e que não existem critérios específicos para atribuição dos mesmos, apenas pelos serviços e competências que a Junta de Freguesia presta e que estão no protocolo”. 

O protocolo foi aprovado com os votos a favor dos eleitos da CDU, uma vez que era nossa principal preocupação que aos valores recebidos anteriormente não houvesse uma redução, o que se verificou, no entanto, manifestamos a nossa preocupação sobre a inexistência de critérios para a atribuição dos mesmos. 


2. Aprovação do Regimento da Assembleia;

Sobre este ponto que foi aprovado com os votos favoráveis da CDU, foi manifestado pelo eleito da CDU na Assembleia de Freguesia, Nuno Monteiro, que no artº 14º sobre a suspensão do mandato não estivessem previstos outros motivos para além dos de doença, paternidade e afastamento por mais de três dias da área de residência, mas também outros motivos de ordem pessoal que sejam de conhecimento da Assembleia. Foi também realçada a necessidade de que, para além da aprovação ou não do Regimento, o mais importante fosse o bom senso e o entendimento entre todos os eleitos. 


3. Tabela de Taxas e Licenças. 

O Sr. Presidente da Junta foi questionado pelo eleito da CDU, Nuno Monteiro, sobre os valores encontrados para as Taxas de Cemitério, nomeadamente o aumento de 55 % (passou de 670 € para 1.000 €) na concessão de terrenos para sepultura perpétua simples no cemitério do Granho, bem como aumentos nos emparedamentos e exumações, e se poderia ou não ser possível a existência de duas taxas tal como anteriormente para cada cemitério da União de Freguesias. 

O Sr. Presidente de Junta afirmou que “não era possível haver duas taxas diferentes mesmo tratando-se de dois cemitérios diferentes e que a redução verificada no cemitério da Glória de 1.175 € para 1.000 € iria levar a uma redução nas receitas de aproximadamente 10.000 € nesta rubrica”. 

O Sr. Tesoureiro da União de Freguesias afirmou também que “a freguesia do Granho tinha as taxas de cemitério mais baixas do concelho”. 

O eleito da CDU, Eduardo Pratas, questionou o executivo sobre os valores e a forma de cobrança na limpeza das fossas e na urgência da ligação dos esgotos no Granho e de se fazer o saneamento nas zonas que estão em falta. 

Foi também sugerida a necessidade de haver fiscalização nas situações de infracções e crimes ambientais, pois com os custos associados à limpeza das fossas pode levar a que muitas pessoas não recorram aos serviços da Junta de Freguesia. 

Relativamente às questões relacionadas com a limpeza de fossas o Sr. Presidente da Junta afirmou que “mesmo com estas taxas que são cobradas às pessoas o serviço prestado não é totalmente pago devido aos custos associados”.

Este ponto foi aprovado com os votos a favor dos eleitos da CDU.

Os eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia,

Nuno Monteiro
Eduardo Pratas
Filipa Monteiro


10 dezembro 2013

Declaração de Voto: Orçamento 2014

Declaração de Voto

[ponto 1 - Orçamento e Grandes Opções do Plano (Plano Plurianual de Investimentos e Actividades Mais Relevantes) para o ano 2014 - da Ordem de Trabalhos da reunião (extraordinária) da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos de 9 de Dezembro de 2013]  

O actual quadro geral das autarquias caracteriza-se por uma subordinação à ofensiva internacional do capital financeiro, que ameaça não só o Poder Local, como igualmente o Portugal de Abril.

Neste quadro, a gestão das autarquias quer a nível do município, quer ao nível das freguesias, constitui um elemento central, com particular incidência na área administrativa e financeira.

A gestão financeira constitui um instrumento de relevância para uma correcta gestão da autarquia que vise assegurar a concretização dos objectivos, programas e objectivos definidos como prioritários.

Os cortes sucessivos nas receitas com origem no Orçamento de Estado, a quebra abrupta de receitas próprias com origem no urbanismo, o potencial crescimento do incumprimento de pagamento por parte dos munícipes e empresas, em paralelo com o acréscimo de despesas resultantes do aumento da carga fiscal, dos encargos sociais (com o aumento dos encargos com a Caixa Geral de Aposentações progressivamente de 10 para 15, de 15 para 20 e, em 2014, para 23,75 %) vêm provocando uma acentuada e repentina degradação financeira da generalidade das autarquias.

Acresce que as profundas alterações na legislação, quer por via dos Orçamentos de Estado, quer pelas novas leis de finanças locais e de atribuições, quer pela Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso, tornam a gestão financeira mais complexa, difícil e limitativa da intervenção, impondo um continuado ataque à autonomia e capacidade financeira do Poder Local.

Mas, o estrangulamento financeiro e os obstáculos impostos à gestão não podem colocar em causa a concretização de linhas de trabalho e de intervenção.

Constituindo a gestão financeira um instrumento, a sua utilização para alcançar objectivos programáticos assume acrescida importância, pois a necessidade de aumentar a receita e de reduzir despesa não pode ser centrada na degradação de níveis de qualidade de vida das populações, nem nos direitos dos trabalhadores da autarquia, nem pode significar a manutenção de serviços com níveis de défice financeiro que conduzam a autarquia para a ruptura.

É pois tendo presente permanentemente o enquadramento político das implicações, ganhos e sacrifícios da política de receitas que devemos actuar, garantindo princípios de justiça social. Tendo presente que a gestão financeira é um instrumento e não um objecto em si, ganha acrescida importância a concretização de uma intervenção que tenha em conta a necessidade de se procurar reduzir a despesa, eliminando custos supérfluos ou dispensáveis e reduzindo custos – sem prejudicar os níveis e a qualidade do atendimento e respeito pelos direitos dos trabalhadores da autarquia, e da população em geral – e aumentar a receita, identificando novas fontes de receita ou potenciando as existentes, sem prejuízo dos princípios de justiça social e do respeito pela capacidade contributiva.

Quanto à redução da despesa podemos identificar áreas de intervenção onde se pode agir com ganhos de eficiência, por exemplo:

- Na aquisição de bens, a possibilidade de concursos comuns, a não defesa de certas marcas, ou mesmo a disseminação de softwares livres ou não obrigatórios, podem constituir ganhos significativos (um exemplo: com a entrada em vigor do código da contratação pública, as autarquias foram inundadas de propostas de empresas que impuseram contratos de aquisição de licenças para acesso à contratação pública e nesses contratos ignoraram, e ainda hoje escondem, que o ajuste directo pode ser efectuado por mero correio electrónico sem obrigação pelo recurso a essas plataformas. Mas ao serem impostas, com preços baseados no nível de frequência, garantiram preços muito acima do necessário);

- Na aquisição de seguros, comunicações, energia e licenciamento de softwares, se sujeitas a bons concursos, principalmente se efectuados em conjunto por vários municípios, podem representar poupanças significativas.

A estes exemplos juntemos a necessidade de:

- Fazer a avaliação prévia dos custos associados a cada investimento e a capacidade de os concretizar no prazo programado;

- Avaliar a capacidade de garantir o futuro funcionamento e manutenção de certos investimentos, particularmente centrados em equipamentos que exigem acréscimo de pessoal num período em que as sucessivas LOE (Lei do Orçamento de Estado) impõem reduções de efectivos;

- Sem prejuízo de manter e defender critérios sociais na gestão e funcionamento de equipamentos é necessário avaliar eventuais medidas para aumentar a sua sustentabilidade económica. Reforço esse que deve conjugar medidas de eficiência no seu funcionamento tendentes à redução de custos (exemplo: horários de funcionamento, pessoal afecto, etc.) com os preços ou gratuitidade no acesso indiscriminado de pessoas. Se é correcto, por exemplo, manter programas sociais em piscinas, já o não é a manutenção de preços abaixo do custo, para uso individual de camadas da população com poder aquisitivo médio e médio alto.

A nova LFL (Lei das Finanças Locais) vem impor a elaboração de orçamentos anuais num quadro plurianual de programação orçamental que devem ter em conta as projecções macro-económicas que servem de base ao Orçamento de Estado.

Assim, os orçamentos municipais devem reflectir as medidas que constituam encargos plurianuais. O incumprimento deste preceito (limitar o registo do compromisso ao ano económico, omitindo as responsabilidades assumidas para exercícios seguintes) conduz a que, dadas as fortes restrições actualmente existentes, se fique com pouco espaço para novos projectos ou medidas,

E, o orçamento deixa de ser um simples quadro de valores passando a incluir a fundamentação da política orçamental proposta,

A todas estas dificuldades juntemos a imposição do não crescimento do endividamento líquido dos municípios, a eliminação dos empréstimos excepcionados, as novas regras da contracção de empréstimos, a Lei dos Compromissos, a retirada da receita do IMI originada pela reavaliação dos prédios, a eliminação do IMT a partir de 2016.

O orçamento para 2014 do Município de Salvaterra de Magos é um documento de transição entre quem governou durante 16 anos e uma nova governação que está em funções há menos de dois meses.

O orçamento é em grande parte reflexo das condicionantes e dificuldades anteriormente colocadas.

No entanto, pensamos que poderia ser diferente e deveria ter em atenção as áreas que foram apresentadas ao eleitorado como prioritárias, nomeadamente a saúde, a acção social, o empreendedorismo, o turismo e a cultura.

Quem ganhou deve governar. A nossa posição é de não inviabilizar o orçamento apresentado. O nosso voto é a abstenção.

Salvaterra de Magos, 9 de Dezembro de 2013 

O Vereador

Orlando Garcia


09 dezembro 2013

Reunião de Câmara

Realiza-se hoje, dia 9 de Dezembro, pelas 21 horas, uma reunião extraordinária (pública) da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos no Salão Nobre dos Paços do Município, em Salvaterra de Magos, com a seguinte ordem de trabalhos:

05 dezembro 2013

Declaração de Voto: Tarifário Águas do Ribatejo 2014

Declaração de Voto

(ponto 5 - Tarifário para 2014 Águas do Ribatejo - da Ordem de Trabalhos da reunião da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos de 4 de Dezembro de 2013)

A proposta que nos é submetida para aprovação apresenta um “aumento real” de 3 % dos tarifários dos serviços de abastecimento de água e de saneamento para vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2014.

Ao analisarmos a acta nº 1 da reunião da Comissão de Parceria, realizada em 14 de Novembro de 2013, constatamos que o valor proposto (3 %) se situa abaixo do previsto no contrato de gestão delegada (5 %), de “forma a atender às dificuldades sentidas pelas famílias”.

Na mesma reunião o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos apresentou uma declaração de voto em que afirma “não poder votar a favor deste tarifário para 2014 em face da realidade que é a percepção que delas temos no concelho de Salvaterra de Magos e da realidade social e económica que vivemos no concelho, onde temos uma das maiores taxas de desemprego da região”.

Como de 14 de Novembro até esta data os pressupostos que fundamentaram a apresentação da declaração de voto não forma alterados, estranhamos esta proposta.

Estranhamos ainda, porque uma leitura atenta da mencionada acta diz-nos claramente que o tal aumento real de 3 % não é verdadeiro.

De facto, os 3 % representam somente o índice de evolução real de preços de abastecimento, aprovados e assinados pelos presidentes das 7 câmaras municipais que fazem parte da empresa Águas do Ribatejo e que são parte integrante do Contrato de Gestão Delegada.

Mas a esse índice, isto é, aos 3 % há que adicionar a variação do índice harmonizado de preços no consumidor apurada e publicada pelo Banco de Portugal.

Para 2014, a soma destes dois indicadores dão-nos um aumento de 4,6 %. 

Sejamos verdadeiros: o aumento real para 2014 dos tarifários não é 3 %. O aumento para 2014 vai ser no mínimo de 4,6 %, porque a este valor percentual há que somar a taxa de recursos hídricos prevista no Decreto-Lei nº 97/2008, isto é, taxa variável por m3 de água consumida, aplicada ao abastecimento de água e ao saneamento .

Parece-nos importante ainda referir que na citada acta está igualmente previsto que o índice de evolução de preços do serviço de abastecimento referente ao tarifário de saneamento a aplicar em 2015 é de 10 % e em 2017 é de 20 %.

Face ao exposto, votaremos contra esta proposta.

Salvaterra de Magos, 4 de Dezembro de 2013 

O Vereador

Orlando Garcia


03 dezembro 2013

Horário de Atendimento da eleita da CDU na Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra

A eleita da CDU na Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra, Cátia Lopes, irá passar a disponibilizar aos fregueses um horário de atendimento mensal, cujo início está marcado para a próxima sexta-feira no edifício sede da União das Freguesias situado na Rua Timor Lorosae nº 2, em Salvaterra de Magos. 

O horário de atendimento será das 15 até às 17 horas e acontecerá durante todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, com o local acima referido para a realização do atendimento a poder vir a ser futuramente alternado com o antigo edifício sede da Junta de Freguesia de Foros de Salvaterra situado no Largo 25 de Abril nº 4, em Foros de Salvaterra.

Reunião de Câmara

Amanhã, dia 4 de Dezembro, pelas 14h30, terá lugar a próxima reunião ordinária (pública) da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Salvaterra de Magos, com a seguinte ordem de trabalhos:





21 novembro 2013

Voto de Louvor à Cabana dos Parodiantes

Para além de algumas acções pontuais, constatamos há muito que o Município de Salvaterra de Magos não tem tido um projecto cultural consistente.

As poucas iniciativas de índole cultural têm sido desenvolvidas por algumas entidades, individuais e colectivas.

Destas, é justo destacar a actividade regular que é fomentada e realizada na Cabana dos Parodiantes sob a responsabilidade, patrocínio e carolice do Fernando Andrade.

As Conversas da Cabana e a música às sextas fazem parte da agenda de muitos de nós.

As iniciativas da Cabana são um exemplo de pluralismo e de exercício pleno da democracia conquistada com o 25 de Abril de 1974.

Pelo exposto, o executivo da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, na reunião ordinária de 20 de Novembro de 2013, decide conceder um voto de louvor à Cabana dos Parodiantes.

Salvaterra de Magos, 20 de Novembro de 2013 

O Vereador

Orlando Garcia