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03 maio 2013

Casa Cheia. De Optimismo e Esperança na CDU no futuro do Concelho!



Sábado 20 de Abril 16h30m Auditório do Centro de Interpretação Ambiental do Cais da Vala em Salvaterra de Magos.

Á hora marcada e aos primeiros acordes das músicas de Zé Beto, um artista da música e das palavras natural e residente na freguesia de  Marinhais, já os lugares sentados do auditório se encontravam bem compostos, durante cerca 20 minutos entre musicas originais e outras iterpretações, as palavras ouvidas faziam ali todo sentido. Optimismo e Luta! Até porque Música é Arte e ARTE É LIBERDADE!

Como foi anunciado pela CDU neste blog, na pagina facebook e nos convites neste Acto Público da CDU, além da apresentação dos Candidatos aos Orgãos Autarquicos ja escolhidos, iriamos ter a presença de António José Ganhão, Presidente da Câmara Municipal de Benavente como forma de apoio efectivo á candidatura da CDU em Salvaterra de Magos.


Na sua intervenção, António José Ganhão referiu as provas dadas do trabalho, honestidade e competência nas gestões autárquicas da CDU, que esteve presente no apoio á vitória da CDU em 1997 neste concelho e que pelas razões já mais que conhecidas e hoje mais que comprovadas, não se veio a concretizar como sendo um projecto com a marca da CDU levando dessa forma ao rompimento e retirada de confiança.
Hoje tal como em 1997, existe a necessidade do não isolamento destes dois concelhos vizinhos, que se complementam, devendo adoptar em algumas áreas politicas comuns.
António José Ganhão deu como exemplo a necessidade afirmação do eixo de Muge ao Porto Alto, onde residem mais de 50mil pessoas, na comunidade da Leziria do Tejo.
Terminou a sua intervenção com palavras de apoio á candidatura da CDU, no seu apoio e confiança pessoal em Orlando Garcia, e que decerto o concelho de Salvaterra com a vitória da CDU terá um futuro melhor.



Segue em seguida a intervenção de Orlando Garcia, cabeça de lista da CDU á Câmara Municipal de Salvaterra de Magos:





 Camaradas, companheiros e amigos,

Em primeiro lugar, uma saudação e agradecimento pela vossa presença neste acto público de apresentação dos cabeças de lista da CDU aos órgãos autárquicos de Salvaterra de Magos.

Em segundo lugar, uma saudação e agradecimento aos representantes das forças políticas que integram a CDU – a ID, o PEV e o PCP.

Por último, uma saudação e agradecimento ao camarada António José Ganhão, presidente da Câmara Municipal de Benavente. A tua presença dá-nos mais ânimo.

Caros amigos,

O nosso concelho tem cerca de vinte e dois mil habitantes. Destes, 14,7% têm até 14 anos de idade e 22% têm 65 ou mais anos de idade. Da população residente, 8,8% têm um nível de escolaridade de nível superior e 11% são analfabetos. Da população residente e economicamente activa, 17,5% estão desempregados.

Este é o retrato breve do nosso concelho. Um concelho de disparidades e enormes assimetrias.

As próximas eleições autárquicas no nosso concelho podem e devem significar o fim de um ciclo. A opção a fazer não pode ser mais clara: mais do mesmo ou um novo ciclo. Um ciclo de mudança, de desenvolvimento e de progresso.

Camaradas, companheiros e amigos,

Nos últimos doze anos temos tido à frente dos destinos do nosso concelho, gente que prometeu isto e aquilo, gente que prometeu este e o outro mundo.

Gente que prometeu construir um centro escolar nos Foros de Salvaterra, um jardim de infância no Granho, pavilhões desportivos nos Foros de Salvaterra e no Granho, um eco-centro em Marinhais, um pavilhão multiusos na Glória do Ribatejo, um canil e ciclovias.

Gente que prometeu adquirir um terreno para área empresarial nos Foros de Salvaterra e infraestruturar o terreno da nova zona industrial de Muge.

Gente que prometeu criar mais de 200 postos de trabalho, com a construção de um hotel de 4 estrelas, moradias, campo de golfe, campo de ténis e duas piscinas nos terrenos da antiga RARET.

Gente que prometeu criar uma agência de desenvolvimento empresarial, uma agência de desenvolvimento de turismo e um gabinete de apoio às micro e PME.

Gente que prometeu a implementação de infra-estruturas para a recolha de óleos usados a serem utilizados em viaturas da Câmara Municipal.

Gente que, em 2013, acabou com a semana da juventude, com a Equimagos, com a temporada das artes e com a ocupação dos tempos livres nas férias escolares.

Gente que, sejamos justos, tem sido coerente. O que prometeu não fez, o que não prometeu está feito. (IMI)

Ultimamente, em inúmeras manifestações realizadas por todo o país, o povo tem gritado “que se lixe a troika”. Com toda a propriedade e perante este triste e cinzento cenário também nós, neste concelho, podemos e devemos gritar “que se lixe este Bloco de Esquerda”.


Camaradas, companheiros e amigos,

Um dia, Camões disse que “o rei fraco faz fraca a gente forte”. Nós dizemos que gente forte merece uma força política forte. Uma força que seja a verdadeira alternativa, que faça a diferença na governação municipal.

Governação que não poderá vir de quem prometeu e não fez.

Governação que não poderá vir de quem criou os problemas ou de quem contribuiu para o programa de destruição do nosso aparelho produtivo.

Governação que não poderá vir de quem é responsável pela intervenção estrangeira, através do FMI, UE e BCE.

Governação que não poderá vir de quem diz hoje uma coisa e amanhã faz o seu contrário.

Governação que não poderá vir dos que nos fecharam postos de saúde, nos tiraram médicos e nos encerraram as estações dos CTT.

Governação que não poderá vir de quem aniquilou e extinguiu freguesias ou apresentou proposta de lei eleitoral para criar executivos municipais monocolores.

Governação que não poderá vir de quem, dizendo-se democrata, não suporta e marginaliza quem diz não.

No fundo, a governação da nossa Câmara, não poderá vir de quem se comporta como ilusionista e incendiário. Tiram-nos os médicos e agora, qual passe de magia, sai da cartola um médico para aqui e outro para acolá. Deita fogo e depois chama os bombeiros.

Digamos com toda a convicção. A governação a escolher nas próximas eleições autárquicas, não pode passar e estamos certos que não passará, por esta gente.

Caros camaradas, companheiros e amigos,

O nosso concelho nunca teve e não tem um plano estratégico de desenvolvimento sustentável e sustentado, apesar da anunciada e prometida elaboração da Agenda 21 Local.

Hoje,  7,5% da nossa população residente e economicamente activa trabalha no sector primário (agricultura, pescas, pecuária, florestas); 27,5% trabalha no sector secundário (indústrias) e 65% no sector terciário (serviços: comércio, transportes, educação, serviços sociais).

Perante estes números, o que vamos fazer? Apostamos na agricultura? Apostamos nos serviços? Apostamos nas indústrias?  Que desafios para o Concelho de Salvaterra de Magos? Que futuro queremos para a nossa terra? No fundo, que fazer?

É certo que não temos petróleo nem diamantes. Mas temos potencialidades, porque temos história e temos património, património ambiental, histórico e cultural.

A nossa história remonta à ocupação pré-romana. Fomos berço de reis e local de preferência e referência das cortes.

Estamos situados na mais importante zona húmida da Europa e temos aqui o rio Tejo. Temos o Centro de Investigação do Mesolítico, temos os Concheiros de Muge, temos a Mata Nacional do Escaroupim, temos a Barragem de Magos, temos a Falcoaria e a cultura avieira.

Temos gastronomia (as enguias, o torricado, as sopas, o sável, a lampreia, as caldeiradas, a forjoca, o magusto, as migas, a carne do toiro bravo), temos vinhos, temos toiros e cavalos.

Temos artesanato e o fandango.

E temos os barretes da Cabana e a ginja do Lopes.

A tudo isto juntemos o maior dos recursos: as pessoas, temos pessoas.

Caros Amigos,

Não podemos continuar a aguardar pelas conclusões dum qualquer estudo entretanto encomendado. Não podemos esperar pelos pareceres de um qualquer gabinete de consultores.

Aguardar e esperar é adiar a tomada de decisões. Aguardar e esperar é, tantas e tantas vezes, esquecer. 

É necessário, é urgente decidir. É necessário e urgente optar. É necessário e urgente aproveitar as oportunidades que se podem abrir com o próximo Quadro Comunitário 2014-2020.

Assim, o Plano Estratégico de Desenvolvimento para Salvaterra de Magos, o nosso Plano Estratégico, o da CDU, deve ser uma Carta Magna, deve ser uma Carta de Compromissos, um instrumento de visão e estratégia, não apenas para a autarquia, mas dirigido a todos.

Deve ser um Plano que capte novos investimentos e novas empresas, que crie emprego e fixe os jovens na nossa terra.

Deve ser um Plano que tenha o Turismo como prioridade. Turismo rural, fluvial e cinegético.

Para tal é necessário:

a)   Criar uma marca, um slogan forte e próprio, que afirme e diferencie a nossa terra;
b)   Divulgar o concelho de modo a inclui-lo nos roteiros turísticos.

Plano que não deve igualmente esquecer os outros sectores. A agricultura, a pesca e as florestas têm enormes potencialidades. É necessário:

a)   Criar um programa de apoio aos pequenos produtores agrícolas, para a produção e escoamento dos seus produtos e de incentivo à produção biológica;
b)   Criar um programa de certificação de produtos locais, que afirme Salvaterra de Magos como marca de qualidade.

Nos sectores secundário e terciário, as indústrias, a agroindústria e os serviços, é necessário criar:

a)   Um programa, que coloque a preços simbólicos, os terrenos municipais existentes, ou a adquirir, à disposição de potenciais investidores e interessados;
b)   Um programa, que permita a incubação de micro e pequenas empresas.

Obviamente que o Plano deve ser complementado com

a)   A criação de um Gabinete de Apoio Empresarial, que tenha como objectivos a captação de novos investimentos para o concelho e a agilização de procedimentos internos. 
b)   A priorização às empresas sediadas no concelho, enquanto fornecedores municipais;
c)   A redução do prazo médio de pagamento aos fornecedores municipais.



Caros camaradas, companheiros e amigos,

Para alguns dos nossos adversários políticos, o exercício da democracia é e esgota-se no acto eleitoral. Para esses, basta o cidadão votar de x em x anos. Esses são os que não querem responder, os que se escondem perante o eleitorado, por esta ou aquela promessa eleitoral não cumprida. Esses são os defensores da democracia representativa.

Para nós não chega. Queremos e temos direito a mais. Por isso, o nosso projecto defende uma coisa diferente – a democracia participativa.

Democracia participativa que se deve manifestar através:

a)    De um Orçamento Participativo, que tenha como objectivo submeter parte dos recursos públicos à consulta dos cidadãos;
b)    Da realização de atendimentos e encontros com a população nas freguesias, com o objectivo de ouvir, de forma personalizada e privada, as preocupações, reivindicações e sugestões, por parte da população;
c)    Da realização de reuniões descentralizadas da Câmara e Assembleia Municipal;
d)    Do maior rigor, transparência e intransigência na gestão da coisa pública.


Estas são as linhas gerais, os eixos e traves do nosso projecto.

Outras áreas e outros temas, até pela limitação de tempo, ficaram para trás, mas que são parte integrante do nosso projecto: o apoio social aos mais desfavorecidos, a regeneração da frente ribeirinha, a segurança e protecção civil, o ambiente, o ordenamento do território e a revisão do PDM, o plano de ordenamento da Barragem de Magos, a política educativa, os transportes e vias de comunicação, a reabilitação urbana, a carta desportiva municipal, o fomento da criação artesanal e intelectual, a remodelação e equipamento das escolas básicas  do Granho, Muge e Glória do Ribatejo, a criação da Casa Municipal da Juventude, a alfabetização de adultos, os programas de voluntariado, os emigrantes etc., etc.. A seu tempo abordaremos estas temáticas.

Assumimos aqui, sem ambiguidades, uma série de compromissos. Compromissos que, apesar dos constrangimentos orçamentais derivados do corte sistemático das transferências do poder central para o poder local, são por nós exequíveis, são realizáveis.

A estes juntamos um outro compromisso solene: com a CDU na presidência da Câmara não haverá redução no volume de financiamento e apoio ao movimento associativo e às juntas de freguesia, porque são factor de proximidade, de integração e envolvimento da comunidade.

Camaradas, companheiros e amigos,

Martin Luther King disse um dia que tinha um sonho. Nós também o temos.

O sonho de tirar esta terra do cinzentismo em que há demasiado tempo nos fazem viver.

Sonho esse concretizado num programa e num projecto. O projecto autárquico da CDU.

Projecto que tem uma equipa.

Equipa que tenho o orgulho e honra de encabeçar.
Equipa composta por mulheres e homens membros do PCP. Mulheres e homens que passaram por aquele ou outro partido. Mulheres e homens independentes. Todos eles sem telhados de vidro e rabos de palha, mas conhecedores dos problemas e aspirações da população.

Deixem-me dar-vos a conhecer os 1ºs candidatos às Assembleias de Freguesia.

Cátia Lopes, 25 anos, professora, Assembleia de Freguesia de Salvaterra de Magos/Foros de Salvaterra.
Nuno Monteiro, 32 anos, contabilista, Assembleia de Freguesia de Glória do Ribatejo/Granho.
Ricardo Burgal, 33 anos, animador de rádio, Assembleia de Freguesia de Marinhais.
Teresa Souto, 46 anos, operária fabril, Assembleia de Freguesia de Muge.

Caros amigos,

Temos plena consciência que temos pela frente uma tarefa muito e muito difícil.

Vamos conseguir cumprir o nosso projecto sozinhos? Obviamente que não.

Para a sua concretização contamos, através da assinatura de acordos, parcerias, protocolos e contratos-programa, com a colaboração da Misericórdia, do banco de voluntariado, das IPSS, das colectividades, dos escuteiros, das associações juvenis, das associações de pais e encarregados de educação, dos bombeiros e forças de segurança, das escolas, dos institutos politécnicos e universidades, das associações sindicais e empresariais e de outras mais entidades.

Contamos com a colaboração de outras autarquias e da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.


Para a concretização do nosso projecto, contamos com todos, mas respeitaremos e não discriminaremos quem optar por ficar no seu cantinho.

Uma palavra final, dirigida aos trabalhadores do município. Conhecemos os ataques de que têm sido alvo e as ameaças que se perfilam no horizonte. Estivemos, estamos e estaremos ao vosso lado. Não queremos juras de fidelidade, apenas exigimos profissionalismo e competência, porque vocês são imprescindíveis e, pela CDU serão, como sempre foram, respeitados e valorizados.


Caros amigos,

A campanha que agora começa vai ser dura. Por aquilo que conhecemos, alguns pequenotes da nossa terra, seguirão a cartilha da infâmia, da calúnia, do bota abaixo, do diz que disse.

Da nossa parte fica a promessa de fazermos uma campanha com elevação e respeito.

Uma campanha para discutir os problemas reais do concelho e apresentar propostas exequíveis de resolução dos mesmos.

Uma campanha sem promessa de jobs para os boys.

Uma campanha sem canetas, bandeirinhas e camisetas.

Faremos uma campanha à CDU: com dedicação, com esforço, com competência, com honestidade  e com muito e muito trabalho.

E, faremos tudo isto, porque nestes tempos de tanta incerteza, o povo do concelho de Salvaterra de Magos tem na CDU, a única voz capaz para afirmar os seus direitos e fazer valer as suas aspirações.

E, faremos tudo isto, porque precisamos, é urgente e necessário, no concelho de Salvaterra de Magos, termos mais CDU.

Porque, mais CDU, significa mais envolvimento das populações na vida local e mais capacidade de resolução dos problemas.

Mais CDU, significa mais força na representação dos interesses populares e mais força na luta pelo direito a serviços públicos de qualidade, pelo direito à educação e à saúde.

Mais CDU, significa a defesa intransigente das funções sociais do Estado.

Mais CDU, significa o reforço do Poder Local Democrático saído da Revolução de Abril.

Caros amigos,

Antes de terminar, uma palavra especial à nossa juventude e aos nossos desempregados.

Vocês, os jovens e os desempregados, não são as únicas, mas  são certamente as principais vitimas da política do PS, do PSD e do CDS, uma política  de austeridade, de desforra dos valores e conquistas de Abril, da  gula dos especuladores e agiotas.

Uma palavra de coragem: não resignem, resistam, lutem, não deitem a toalha ao chão. Uma palavra de confiança e esperança: há soluções, não há que ter medo do futuro, este país e  este concelho não estão definitivamente condenados.


Para finalizar, um apelo a todos vós que aqui estão: vamos, porta a porta, boca aboca, passar a nossa mensagem. Vamos dar a conhecer o nosso projecto.  São vocês a nossa televisão, a nossa rádio, o nosso jornal.  Vamos à luta camaradas, companheiros e amigos. A vitória é difícil mas pode ser nossa.

Viva o Concelho de Salvaterra de Magos!
Viva a CDU!




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